sexta-feira, 30 de maio de 2014


Diante da questão que se apresenta, é prudente olhar para a história do pensamento humano em sua trajetória. A sobrevivência exigiu que os homens vivessem em grupo. Acredito que esta é a essência do ser humano. Aristóteles disse “o homem é um ser social por natureza”. Há quem questione esta afirmação: Hobbes afirma que é impossível o homem viver em estado de natureza, pois prevaleceria a lei do mais forte “ o homem é lobo do homem”, afirmava ele.
As questões filosóficas se apresentam para que possamos refletir e nos posicionar diante dos problemas atuais. Nesse sentido, o que nos preocupa hoje é se a tecnologia da informação favorece a convivência ou não. Acredito que ainda devemos olhar para nossa história para entendermos essa nova inquietação. Ao longo da história, o homem tende a passar de um extremo a outro. Segundo Aristóteles, o equilíbrio está no meio.
Vejo que as dúvidas e as interrogações, são necessárias para corrigir “a rota”, no caso, a tendência natural do ser humano de posicionar-se nos extremos. Sabendo que a tecnologia veio para ficar e que é um caminho sem volta, queremos ser otimistas e acreditar que novas formas de convivência estão se formando, novos grupos sociais estão sendo gestados. Mesmo que o futuro aponte para o desmanche da família como a concebemos hoje, e, que gerar filhos possa vir a ser um procedimento médico, desprovido da relação homem\mulher e do ventre materno, ainda assim o homem estará vinculado a alguém ou a alguma coisa. Os prejuízos ou as vantagens dessas mudanças ainda não podemos julgar,  a não ser a partir de nossas hipóteses fundadas em valores deste momento histórico.
O desenvolvimento tecnológico e tudo o que vem junto, estão promovendo mudanças, sim, que podem ser positivas na medida que forem sustentáveis, justas e para todos. Maria Izelda

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